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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Portugal casa vez mais certo no 7.º lugar do ranking UEFA

Mais uma jornada europeia e... a França e a Rússia cada vez mais longe. O 7.º lugar já é praticamente uma certeza para Portugal, dado que, neste momento, estamos a 3,335 pontos da França e 1,534 da Rússia.

Para se ter uma noção da dimensão que estes valores representam, note que nas cinco jornadas europeias até agora, Portugal somou em média 0,633 pontos por jornada.

Mas há alguma esperança de apanharmos a Rússia já na próxima jornada, caso Benfica e Porto se apurem para os oitavos. É que esse apuramento dá um bónus de 5 pontos a cada equipa, e o Rostov e o CSKA já não têm hipóteses de lá chegar.

Convém lembrar que, àparte este bónus de 5 pontos, os restantes bónus por se ir avançando na competição são iguais na Liga dos Campeões e Liga Europa, pelo que, uma boa prestação na Liga Europa poderá dar para compensar o não apuramento na Champions..

Abaixo fica a evolução dos coeficientes esta época: (Clique para ampliar)




Pode consultar a análise feita para a jornada anterior: jornada 4.

Estou também no Facebook e Twitter.
Notas: O coeficiente é dado pela média dos pontos obtidos durante as últimas cinco temporadas.
Atribuição de pontos: 2 pontos por vitória, um por empate (nas pré-eliminatórias e play-off é metade). 4 pontos pela presença na fase de grupos da Champions e 4 por apuramento para os oitavos. Um ponto extra por cada fase que se passa depois (oitavos, quartos, meias, final) quer na Champions, quer na Liga Europa.
Os pontos são divididos pelo total de clubes que cada país apura. Os nossos pontos são a dividir por seis (tal como os de França). Os pontos da Rússia são divididos por 5.
Equipas portuguesas: Benfica, Sporting, Porto, Braga, Arouca (eliminado), Rio Ave (eliminado)
Equipas francesas: PSG, Lyon, Monaco, Nice, Saint-Étienne, Lille (eliminado)
Equipas russas: CSKA, Rostov, Zenit, Krasnodar, Spartak de Moscovo (eliminado)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

4.ª jornada europeia: Rússia mais perto. França mais longe.

Este ano, o mais certo será perdermos o 5.º lugar do ranking da UEFA para a França, mas ainda temos hipóteses de lutar pelo 6.º com a Rússia. Por isso, tenho acompanhado a evolução dos coeficientes UEFA todas as jornadas.

Aqui pode consultar  o que aconteceu nas jornadas anteriores: Jornada 1, Jornada 2 e Jornada 3.

Esta foi uma jornada positiva para Portugal, com as vitórias de Benfica, Porto e Braga. No entanto, o Sporting perdeu e convém lembrar que Arouca e Rio Ave (que já foram eliminados) continuam a penalizar o nosso coeficiente todas as jornadas, porque os pontos são divididos por seis equipas.

Outro problema  para Portugal é que as equipas francesas têm estado bem na Europa. Mesmo com a surpreendente derrota caseira do Nice frente ao Salzburg, França somou mais pontos que Portugal esta semana. Houve sim uma boa aproximação à Rússia. (clique para ampliar)


Eis a situação atual de Portugal, que ocupa o sétimo lugar do ranking:


 

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Notas: O coeficiente é dado pela média dos pontos obtidos durante as últimas cinco temporadas.
Atribuição de pontos: 2 pontos por vitória, um por empate (nas pré-eliminatórias e play-off é metade). 4 pontos pela presença na fase de grupos da Champions e 4 por apuramento para os oitavos. Um ponto extra por cada fase que se passa depois (oitavos, quartos, meias, final) quer na Champions, quer na Liga Europa.
Os pontos são divididos pelo total de clubes que cada país apura. Os nossos pontos são a dividir por seis (tal como os de França). Os pontos da Rússia são divididos por 5.
Equipas portuguesas: Benfica, Sporting, Porto, Braga, Arouca (eliminado), Rio Ave (eliminado)
Equipas francesas: PSG, Lyon, Monaco, Nice, Saint-Étienne, Lille (eliminado)
Equipas russas: CSKA, Rostov, Zenit, Krasnodar, Spartak de Moscovo (eliminado)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sporting tem a defesa mais alta da Champions. Barcelona a mais baixa.

A Marca hoje destaca o facto de o Barcelona ter a defesa com a média de alturas mais baixa da Liga dos Campeões (1,78 m). A propósito disso, apresenta as quatro defesas mais baixas e as quatro mais altas. (Clique para ampliar)


Segundo a Marca, as equipas com a defesa mais baixa são Barcelona, Lyon, Ludogorets e Sevilha. As defesas mais altas são as de Nápoles, Rostov, CSKA e Leicester.

A única razão que encontro para que a defesa do Sporting não apareça neste gráfico da Marca é o facto de João Pereira (1,72 m) ter jogado mais tempo que Schelotto (1,87 m) na Champions.

Com a defesa que tem atuado nos últimos jogos, não há dúvida de que o Sporting deveria figurar como equipa mais alta neste gráfico: Zeegelar (1,86), Semedo (1,89*), Coates (1,96), Schelotto (1,87) têm uma média de 1,895 m.


Deixo isto aqui apenas como curiosidade e reforçando o que escrevi noutro dia que, com a altura da sua equipa, talvez fizesse sentido o Sporting ter um plano B que passe por colocar a bola mais depressa na área adversária.


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* Em www.whoscored.com Rúben Semedo "mede" 1,92 m, na wikipédia "mede" 1,89 m. Mesmo usando o valor mais baixo dos dois, o Sporting tem a defesa mais alta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Correria em Kiev (e nos outros campos da Champions)

Nas duas primeiras jornadas da Liga dos Campeões, o Sporting foi a equipa portuguesa que percorreu uma maior distância, com alguma diferença para Benfica e, sobretudo, Porto.

Talvez esse facto não esteja totalmente dissociado das duas escorregadelas dos leões no campeonato (frente a Rio Ave e Vitória) imediatamente após os confrontos europeus.

No entanto, nesta jornada da Liga dos Campeões, algo de estranho aconteceu. O Sporting correu  menos do que nas anteriores jornadas, mas a diferença não é muito significativa. A grande surpresa é a distância percorrida por Benfica e Dínamo de Kiev.

Até ontem, o recorde de distância percorrida numa partida desta fase de grupos da Champions pertencia ao Tottenham, com 118,873 km. Ontem, talvez motivados pelo frio, tanto Benfica como Dinamo, bateram esse recorde. Os encarnados percorreram 119,257 km e os ucranianos somaram 119,520 km.

Para já, a correria valeu três pontos e um passo importante para a qualificação do Benfica. Veremos se terá custos no próximo jogo do campeonato. (clique para ampliar)





Dados retirados do site da UEFA.


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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Péssima jornada europeia para Portugal - tudo sobre os coeficientes da UEFA

Toda a gente sabe que as vitórias dos clubes portugueses na Europa contribuem para o coeficiente do nosso país que, por sua vez, determina quantas equipas podemos colocar na Liga dos Campeões e Liga Europa.

No entanto, nem sempre é fácil perceber o impacto imediato de cada resultado no dito coeficiente. É isso que este post tenta demonstrar. Também já tinha feito a mesma análise para a primeira jornada europeia

Até ao ano passado, estivemos em quinto lugar do ranking, mas, neste momento, estamos em sétimo, tendo sido ultrapassados por França e Rússia. Esses são os nossos adversários diretos e com os quais temos de nos preocupar.

Eis os resultados que conseguiram esta semana: (clique para ampliar)

Resultados de Portugal, França e Rússia na Europa

E, abaixo, deixo a evolução do coeficiente, que demonstra a forma como perdemos terreno quer para franceses quer para russos, nestas duas jornadas.

Evolução do coeficiente UEFA esta época
Como se pode ver, Portugal começou a época um pouco abaixo da França e praticamente em igualdade com a Rússia. No entanto, perdemos terreno nestas duas jornadas e corremos sérios riscos de terminar a época no sétimo posto.

Conclusão: Se é daquelas pessoas que tem dificuldade em torcer pelos outros clubes portugueses na Europa. Pelo menos torça contra franceses e russos!


P.S. - Estou também no Facebook e Twitter.

Notas: O coeficiente é dado pela média dos pontos obtidos durante as últimas cinco temporadas.
Atribuição de pontos: 2 pontos por vitória, um por empate (nas pré-eliminatórias e play-off é metade). 4 pontos pela presença na fase de grupos da Champions e 4 por apuramento para os oitavos. Um ponto extra por cada fase que se passa depois (oitavos, quartos, meias, final) quer na Champions, quer na Liga Europa.
Os pontos são divididos pelo total de clubes que cada país apura. Os nossos pontos são a dividir por seis (tal como os de França). Os pontos da Rússia são divididos por 5.
Equipas portuguesas: Benfica, Sporting, Porto, Braga, Arouca (eliminado), Rio Ave (eliminado)
Equipas francesas: PSG, Lyon, Monaco, Nice, Saint-Étienne, Lille (eliminado)
Equipas russas: CSKA, Rostov, Zenit, Krasnodar, Spartak de Moscovo (eliminado)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Sporting e a sua (estranha) gestão de esforço

Foi ontem evidente que, na segunda parte, o Sporting baixou o ritmo de jogo a pensar na gestão de esforço para o próximo jogo.

Pressionou menos, deixou o adversário equilibrar a posse de bola e ainda apanhou uns sustos. Consultei os dados estatísticos do jogo para ver se se confirmavam estas ideias. Na generalidade, sim.  

Gestão do esforço frente ao Legia


Na segunda parte:
- O Sporting teve menos posse de bola : passou de 59% para 52%.
- Rematou muito menos: 11 remates na primeira parte, 4 na segunda.
- Pressionou menos, permitindo que o adversário melhorasse muito o acerto nos seus passes:  na primeira parte, o Legia acertou 75% dos passes, na segunda acertou 88%.

Mas há um dado surpreendente: o Sporting correu mais no segundo tempo do que no primeiro. Na primeira parte, correu 54,5 km e, na segunda, correu 58,1 km, o que é uma diferença considerável (7%).

A distância percorrida está longe de ser um indicador perfeito do esforço despendido. Na segunda parte, o Sporting correu mais, mas a um ritmo mais baixo e, portanto, com menos esforço. Mas, ainda assim, os números surpreenderam-me. Ao tentar gerir o esforço, o Sporting correu mais e, mesmo assim, não se pode dizer que tenha controlado perfeitamente a partida, porque podia ter sofrido um golo.

Para tentar perceber se estes números são normais, fui ver o que aconteceu noutros jogos em que o favorito tinha o resultado controlado ao intervalo.


Gestão do esforço: Juventus, Borussia, City

A Juventus, ontem, tal como o Sporting, vencia por 2-0 ao intervalo (em casa do Din. Zagreb). Os italianos também permitiram que o seu adversário melhorasse muito o acerto nos passes na segunda parte (de 77% para 86%), no entanto, subiram a percentagem de posse de bola (de 64% para 67%) e correram bastante menos. (52 km em vez de 55,9 km). É importante notar também que a Juve fez o 0-3 aos 57 minutos, o que deverá ter retirado qualquer esperança ao Zagreb.

Verifiquei também o Legia 0-6 Borussia Dortmund, da jornada passada. Aos 17 minutos, os alemães já venciam por 0-3 e, como esperado, tiveram de correr menos na segunda parte (51 km, em vez de 54,1 km).

Procurei outro jogo em que o resultado em intervalo fosse 2-0, mas que se mantivesse assim durante mais tempo, para ser mais comparável com o jogo do Sporting de ontem. O Manchester City, na jornada passada, vencia o Monchengladbach por 2-0 desde os 28 minutos e só chegou ao terceiro golo aos 77'. Também os ingleses conseguiram poupar-se na segunda parte: 58,9 km percorridos na primeira parte, 57 km na segunda.

Conclusão

Parece-me que o Sporting tem de aprender a gerir melhor o resultado. Talvez a opção deva passar por fazer essa gestão através da posse de bola, em vez de recuar e deixar que o adversário tenha mais iniciativa. É que, ontem, o Sporting não conseguiu ter o jogo totalmente controlado, nem conseguiu gerir o esforço tão bem como desejaria.

A atitude do adversário poderá também ajudar a explicar o que se passou. O Legia tinha um treinador novo e, por isso, os seus jogadores estariam, naturalmente, mais motivados, nunca tendo desistido do jogo. É que não foi só o Sporting que correu mais na segunda parte, claro. O Legia também correu mais e fez o dobro das faltas (5 na primeira, 11 na segunda), o que poderá ser um indicador de aumento de competitividade.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Com Jesus tem de se escolher entre Europa e Campeonato?

A derrota do Sporting frente ao Rio Ave fez com que muita gente lembrasse a fama que Jorge Jesus tem de não saber gerir bem as competições europeias com as nacionais e de que, com ele, tem de se escolher: ou campeonato, ou Europa.

O certo é que, logo após a primeira jornada da Liga dos Campeões, o Sporting caiu com estrondo em Vila do Conde e, na época passada, a seguir a receber o CSKA, também tinha escorregado, frente ao Paços de Ferreira, em Alvalade. Estes resultados parecem revelar alguma dificuldade de Jesus em gerir a equipa após os grandes confrontos europeus. Será mesmo assim?

Para responder à questão, fui ver o que acontecia ao Benfica de Jesus após jogos da Liga dos Campeões. Considerei apenas jogos da fase de grupos porque são mais fáceis de comparar de ano para ano em termos de dificuldade e de calendário.

Com o Benfica, Jesus participou cinco vezes na Liga dos Campeões, ou seja, fez 30 jogos na fase de grupos da competição. Nos 30 jogo imediatamente a seguir (tenha sido para o campeonato ou Taça), Jesus venceu 26 vezes, empatou duas e perdeu outras duas. As duas derrotas foram frente a Porto e Braga e os empates foram com  Braga e Académica, sempre fora de casa. Apenas o empate frente à Académica é um resultado inesperado. Perder no Dragão e perder ou empatar na Pedreira são resultados que estão dentro da normalidade, mesmo que não fossem após um jogo europeu. Assim, não parece que Jesus tenha particular dificuldade nos jogos imediatamente a seguir à Champions.

Aliás, nestes 30 jogos para competições nacionais, a média de pontos de Jesus foi de 2,66 (80 pontos em 30 jogos), melhor do que a média que o seu Benfica fez em qualquer um dos campeonatos, portanto, o Benfica de Jesus até fazia melhores resultados depois das noites europeias do que nos restantes jogos.

Deixo, abaixo, a tabela com todos os resultados de Jorge Jesus na fase de grupos da Liga dos Campeões. (Clique na imagem para ampliar)

Resultados de Jorge Jesus no Benfica a seguir a jogos da Liga dos Campeões

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Rotações e resultados pós-Champions

Porto e Sporting perderam pontos ontem, facto a que não será alheio o desgaste causado pelos jogos de quarta-feira para a Liga dos Campeões. Como era de esperar, ambos os treinadores rodaram jogadores e é nisso que me foco hoje.

No post de ontem, sobre quem mais correu na Liga dos Campeões, tinha referido Bas Dost e Bryan Ruiz, no Sporting, e Óliver e Danilo, no Porto, como os jogadores que mais correram. Não terá sido coincidência o facto de estes quatro jogadores terem sido poupados ontem. Além destes, Jesus fez também descansar Zeegelar e João Pereira, e Nuno deixou no banco Marcano, Herrera e Corona. Serão mudanças a mais?

Para responder à questão, fui ver o que fizeram as outras equipas da Champions. Registei as alterações feitas no onze inicial das equipas dos cinco principais campeonatos europeus (Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália e França). Considerei as alterações que foram feitas no onze inicial, mesmo que tenham sido forçadas por castigo ou lesão.


O mais comum foi fazer três ou quatro rotações. Houve também quem fizesse apenas uma (Leicester e Lyon) e o caso mais extremo foi o do Sevilha, que mudou oito jogadores. Assim, as alterações de Sporting (4) e Porto (5) parecem estar dentro do normal. Há, no entanto, que ter em conta uma diferença importante entre Portugal e os outros países que estou a considerar. Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália e França terão jogos a meio desta semana, o que acentua a necessidade de gerir o esforço dos jogadores. Em Portugal, só se volta a jogar no próximo fim de semana.

Ao contrário do que aconteceu com Sporting e Porto, a maior parte das equipas da Champions conseguiu bons resultados. Das 17 equipas que apresento no quadro, quase todas (13) venceram este fim de semana. Dessas, muitas até venceram por três golos ou mais. Foram os casos de Dortmund, PSG, Atlético, Barcelona, Man. City, Arsenal, M’gladbach, Monaco e Leicester. As únicas equipas da Champions que perderam nesta jornada dos principais campeonatos foram Juventus e Leverkusen, enquanto Lyon e Sevilha empataram os seus jogos.


domingo, 18 de setembro de 2016

Quem mais correu na Liga dos Campeões?

Depois da primeira jornada da Liga dos Campeões, Porto e Sporting entram hoje em ação, enquanto o Benfica recebe amanhã o Braga. Estas são sempre jornadas de risco para os grandes, devido ao desgaste acumulado nos jogos a meio da semana. No quadro abaixo, apresento as distâncias totais percorridas por cada equipa. (Pode clicar na imagem para aumentá-la)


O Sporting foi a equipa que mais correu, com alguma diferença para Benfica e Porto que estão bastante próximos um do outro. Por isso e também porque é inevitável que haja algum relaxamento ao passar do Bernabéu para o Estádio dos Arcos, parece-me que o Sporting é a equipa que corre mais riscos de perder pontos nesta jornada.

O Benfica acabou por ter alguma sorte com o calendário, porque terá mais dois dias de descanso que o Braga, que jogou na Liga Europa. Ainda assim, o jogo não será fácil e as muitas lesões no plantel dos encarnados não dão grande margem para fazer rotações ou refrescar a equipa.

No Sporting os jogadores que mais correram foram Bas Dost, William e Bryan Ruiz, no Benfica foram André Horta, Salvio e Guedes, enquanto no Porto foram Óliver, Danilo e André Silva. De resto, Óliver foi, de todos os jogadores em prova, o terceiro que mais correu (12449 m), tendo ficado apenas atrás de Jorginho do Nápoles (12754 m) e de... Bernardo Silva (12564 m). Claro que estes dados, isolados, não significam grande coisa. Basta lembrar que Messi só precisou de correr 7892 metros para fazer um hattrick frente ao Celtic.



É curioso também o facto de Sporting e Benfica terem corrido bastante mais do que os seus adversários (Real Madrid e Besiktas, respetivamente). Será que isso ajuda a explicar o  facto de ambos terem deixado escapar a vitória nos minutos finais?

sábado, 17 de setembro de 2016

Portugal em 7.º no ranking UEFA – tudo sobre as contas que temos de fazer

Depois de cinco épocas consecutivas no 5.º lugar do ranking de clubes da UEFA, Portugal corre sérios riscos de ser ultrapassado por França e Rússia. Eis a evolução do nosso coeficiente ao longo dos últimos anos.


Aliás, se a época terminasse agora, baixaríamos para o sétimo lugar. É que, apesar de termos terminado a época passada em quinto, este ano já começámos em sétimo. Como o coeficiente é dado pela média dos pontos dos últimos cinco anos, agora deixa de contar a época 2011-12, em que tínhamos feito mais pontos que franceses e russos.

Para evitar cair para sétimo lugar, temos de somar mais pontos nesta época que os dois países referidos. O problema é que esta jornada não ajudou nada a isso. No início desta semana, estávamos a 0,5 pontos da Rússia e 1,5 de França. Agora estamos a 1 e a 2, respetivamente.

Abaixo deixo os resultados desta semana e como contribuíram para o nosso coeficiente. (Pode clicar na imagem para a aumentar)

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Um dos nosso problemas é o o facto de já só termos quatro das nossas equipas em prova (Arouca e Rio Ave foram eliminados). França ainda tem cinco equipas (só o Lille ciau) e a Rússia tem quatro como nós, mas começou com apenas cinco, por isso, os pontos de cada uma das suas equipas têm uma contribuição maior para o coeficiente total.
Abaixo, deixo a evolução dos coeficientes desde o início desta época.



Como se vê, partimos atrás e, nesta jornada, ainda ficámos mais longe. Para a próxima, já sabe contra quem deve torcer!


Notas: 
O coeficiente é dado pela média dos pontos obtidos durante as últimas cinco temporadas.
Atribuição de pontos: 2 pontos por vitória, um por empate (nas pré-eliminatórias e play-off é metade). 4 pontos pela presença na fase de grupos da Champions e 4 por apuramento para os oitavos. Um ponto extra por cada fase que se passa depois (oitavos, quartos, meias, final) quer na Champions, quer na Liga Europa.
Os pontos são divididos pelo total de clubes que cada país apura. Os nossos pontos são a dividir por seis (tal como os de França). Os pontos da Rússia são divididos por 5.
Equipas portuguesas: Benfica, Sporting, Porto, Braga, Arouca (eliminado), Rio Ave (eliminado)
Equipas francesas: PSG, Lyon, Monaco, Nice, Saint-Étienne, Lille (eliminado)
Equipas russas: CSKA, Rostov, Zenit, Krasnodar, Spartak de Moscovo (eliminado)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Champions: O sorteio do Sporting (e do Pote 3)

Depois de ter analisado a sorte de Benfica e Porto na Champions, chega a vez do Sporting e restantes equipas do Pote 3.

Usando os coeficientes UEFA como indicador da qualidade de cada equipa, conclui-se que o Sporting ficou no segundo grupo mais forte da competição, apenas atrás do grupo que reúne Bayern, Atlético, PSV e Rostov.

No quadro abaixo, apresento a soma dos coeficientes dos três adversários que caíram em sorte (ou azar) a cada equipa do Pote 3:


Como se vê na tabela, o Sporting tem razões para se queixar da sua sorte na Liga dos Campeões. O Real Madrid era a equipa com o coeficiente mais alto de entre todas as que estão na competição, enquanto o Borussia era a segunda equipa mais forte do Pote 2 (de acordo com o seu coeficiente), superada apenas por Atlético de Madrid.

No entanto, dado que o principal objetivo é passar à próxima fase, não é necessário bater a equipa mais forte do grupo. Cada clube "só" tem de ficar à frente de dois dos seus adversários. No quadro abaixo, apresento a soma dos coeficientes dos dois adversários mais fracos para cada equipa do Pote 3:

O cenário não melhora muito para o Sporting. É verdade que PSV (que terá de superiorizar-se a Atlético e Rostov) e Monchengladbach (que terá de superar o Man. City e o Celtic) tiveram ainda mais azar, mas bater Borussia e Legia não será nada fácil.

No outro extremo, saiu a sorte grande ao Club Brugge, que tem de rivalizar "apenas" com Leicester e Copenhaga. Os belgas continuam a não ser favoritos para passar o grupo, mas, estando no Pote 3, dificilmente podiam pedir melhor.

Cabe agora aos jogadores, em campo, contrariarem todas estas análises.

Champions: O sorteio do Porto (Pote 2)

Tal como fiz para o sorteio do Benfica e do Pote 1, hoje olho o sorteio do Porto e do Pote 2.

Vejamos a soma dos coeficientes dos três adversários de cada equipa:


Como já se sabia, o Porto foi a equipa do Pote 2 que mais sorte teve. Aliás, dificilmente o Porto poderia ter tido mais sorte (de acordo com os coeficientes dos adversários). No Pote 1, o Leicester era, de longe, a equipa com o pior coeficiente. No Pote 3, o Club Brugge era a segunda equipa com coeficiente mais baixo e no Pote 4, o Copenhaga também era a segunda equipa mais fraca.

Aliás, o coeficiente do Porto (92.616) é mais alto do que o dos seus três adversários somados! Este é, claramente, o grupo mais fraco da competição. O coeficiente das equipas do grupo do Sporting, por exemplo, é mais do dobro dos coeficientes deste grupo.

Nesta análise, estou a considerar todas as equipas de cada grupo, mas, dado que o objetivo principal é passar à fase seguinte, basta que cada equipa fique à frente de dois adversários. No quadro abaixo, somei os coeficientes dos dois elementos mais fracos de cada grupo, para determinar quão fácil será passar aos oitavos de final.


Sem surpresa, o Porto é quem tem a tarefa mais facilitada. Deste ponto de vista, a segunda equipa com mais sorte no Pote 2 foi o Atlético, que, apesar de ter o Bayern no seu grupo, apenas tem de ficar à frente de PSV e Rostov. O Borussia de Dortmund está numa situação parecida: tem uma equipa fortíssima no grupo (Real Madrid), mas pode considerar que teve sorte, dado "só" ter de ficar à frente de Sporting e Legia.

Tudo isto, assumindo que os coeficientes de cada clube representam fielmente a qualidade das equipas. Em campo, logo veremos se isso é mesmo assim.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Champions: O sorteio do Benfica (e do Pote 1)

Com a Liga dos Campeões prestes a começar, decidi analisar a sorte (ou azar) de cada um dos três grandes no sorteio.

É difícil comparar a sorte de equipas que estavam em potes diferentes. Por exemplo, já seria de esperar que o Sporting tivesse um grupo mais complicado que Benfica e Porto, simplesmente porque estava no Pote 3. Assim, vou analisar separadamente a sorte das equipas de cada pote. Comecemos pelo primeiro pote, onde estava o Benfica.

Para determinar a dificuldade de cada grupo, baseei-me no coeficiente de cada clube. O coeficiente nem sempre representa bem a qualidade dos clubes (Monaco e Leicester, por exemplo, têm um coeficiente demasiado baixo para a qualidade das suas equipas), mas em geral é uma boa aproximação. Comparei o coeficiente de cada clube com a odd que a Betclic atribuía para a vitória na competição (antes do sorteio) e a correlação é muito alta: 0,8.

Somando os coeficientes dos três adversários que cada equipa terá de enfrentar na fase de grupos, chegamos aos seguintes resultados:


Quanto maior o valor da soma, maior a dificuldade que se irá enfrentar. Assim, conclui-se que o PSG tem o grupo mais difícil e o Leicester o mais fácil. Não se pode dizer que o Benfica tenha tido muita sorte nem muitob azar.

Mas, dado que para passar à fase seguinte basta ficar num dos dois primeiros lugares do grupo, é interessante analisar quem terá essa tarefa mais facilitada. Para isso, somei apenas o coeficiente das duas equipas mais fracas de cada grupo:

 Assim, conclui-se que o Benfica está no terceiro grupo mais difícil de passar (da perspetiva dos clubes do Pote 1), tendo de superar Din. Kiev e Besiktas. O Leicester é o que tem tarefa mais fácil, basta ficar à frente de Club Brugge e Copenhaga.

A partir de amanhã, veremos se a sorte e o azar se confirmam dentro de campo. E claro que, dentro do Pote 1, até o mais azarado continua a ser favorito a passar.