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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Correria em Kiev (e nos outros campos da Champions)

Nas duas primeiras jornadas da Liga dos Campeões, o Sporting foi a equipa portuguesa que percorreu uma maior distância, com alguma diferença para Benfica e, sobretudo, Porto.

Talvez esse facto não esteja totalmente dissociado das duas escorregadelas dos leões no campeonato (frente a Rio Ave e Vitória) imediatamente após os confrontos europeus.

No entanto, nesta jornada da Liga dos Campeões, algo de estranho aconteceu. O Sporting correu  menos do que nas anteriores jornadas, mas a diferença não é muito significativa. A grande surpresa é a distância percorrida por Benfica e Dínamo de Kiev.

Até ontem, o recorde de distância percorrida numa partida desta fase de grupos da Champions pertencia ao Tottenham, com 118,873 km. Ontem, talvez motivados pelo frio, tanto Benfica como Dinamo, bateram esse recorde. Os encarnados percorreram 119,257 km e os ucranianos somaram 119,520 km.

Para já, a correria valeu três pontos e um passo importante para a qualificação do Benfica. Veremos se terá custos no próximo jogo do campeonato. (clique para ampliar)





Dados retirados do site da UEFA.


P.S. Estou também no Twitter e no Facebook.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Sporting e a sua (estranha) gestão de esforço

Foi ontem evidente que, na segunda parte, o Sporting baixou o ritmo de jogo a pensar na gestão de esforço para o próximo jogo.

Pressionou menos, deixou o adversário equilibrar a posse de bola e ainda apanhou uns sustos. Consultei os dados estatísticos do jogo para ver se se confirmavam estas ideias. Na generalidade, sim.  

Gestão do esforço frente ao Legia


Na segunda parte:
- O Sporting teve menos posse de bola : passou de 59% para 52%.
- Rematou muito menos: 11 remates na primeira parte, 4 na segunda.
- Pressionou menos, permitindo que o adversário melhorasse muito o acerto nos seus passes:  na primeira parte, o Legia acertou 75% dos passes, na segunda acertou 88%.

Mas há um dado surpreendente: o Sporting correu mais no segundo tempo do que no primeiro. Na primeira parte, correu 54,5 km e, na segunda, correu 58,1 km, o que é uma diferença considerável (7%).

A distância percorrida está longe de ser um indicador perfeito do esforço despendido. Na segunda parte, o Sporting correu mais, mas a um ritmo mais baixo e, portanto, com menos esforço. Mas, ainda assim, os números surpreenderam-me. Ao tentar gerir o esforço, o Sporting correu mais e, mesmo assim, não se pode dizer que tenha controlado perfeitamente a partida, porque podia ter sofrido um golo.

Para tentar perceber se estes números são normais, fui ver o que aconteceu noutros jogos em que o favorito tinha o resultado controlado ao intervalo.


Gestão do esforço: Juventus, Borussia, City

A Juventus, ontem, tal como o Sporting, vencia por 2-0 ao intervalo (em casa do Din. Zagreb). Os italianos também permitiram que o seu adversário melhorasse muito o acerto nos passes na segunda parte (de 77% para 86%), no entanto, subiram a percentagem de posse de bola (de 64% para 67%) e correram bastante menos. (52 km em vez de 55,9 km). É importante notar também que a Juve fez o 0-3 aos 57 minutos, o que deverá ter retirado qualquer esperança ao Zagreb.

Verifiquei também o Legia 0-6 Borussia Dortmund, da jornada passada. Aos 17 minutos, os alemães já venciam por 0-3 e, como esperado, tiveram de correr menos na segunda parte (51 km, em vez de 54,1 km).

Procurei outro jogo em que o resultado em intervalo fosse 2-0, mas que se mantivesse assim durante mais tempo, para ser mais comparável com o jogo do Sporting de ontem. O Manchester City, na jornada passada, vencia o Monchengladbach por 2-0 desde os 28 minutos e só chegou ao terceiro golo aos 77'. Também os ingleses conseguiram poupar-se na segunda parte: 58,9 km percorridos na primeira parte, 57 km na segunda.

Conclusão

Parece-me que o Sporting tem de aprender a gerir melhor o resultado. Talvez a opção deva passar por fazer essa gestão através da posse de bola, em vez de recuar e deixar que o adversário tenha mais iniciativa. É que, ontem, o Sporting não conseguiu ter o jogo totalmente controlado, nem conseguiu gerir o esforço tão bem como desejaria.

A atitude do adversário poderá também ajudar a explicar o que se passou. O Legia tinha um treinador novo e, por isso, os seus jogadores estariam, naturalmente, mais motivados, nunca tendo desistido do jogo. É que não foi só o Sporting que correu mais na segunda parte, claro. O Legia também correu mais e fez o dobro das faltas (5 na primeira, 11 na segunda), o que poderá ser um indicador de aumento de competitividade.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Rotações e resultados pós-Champions

Porto e Sporting perderam pontos ontem, facto a que não será alheio o desgaste causado pelos jogos de quarta-feira para a Liga dos Campeões. Como era de esperar, ambos os treinadores rodaram jogadores e é nisso que me foco hoje.

No post de ontem, sobre quem mais correu na Liga dos Campeões, tinha referido Bas Dost e Bryan Ruiz, no Sporting, e Óliver e Danilo, no Porto, como os jogadores que mais correram. Não terá sido coincidência o facto de estes quatro jogadores terem sido poupados ontem. Além destes, Jesus fez também descansar Zeegelar e João Pereira, e Nuno deixou no banco Marcano, Herrera e Corona. Serão mudanças a mais?

Para responder à questão, fui ver o que fizeram as outras equipas da Champions. Registei as alterações feitas no onze inicial das equipas dos cinco principais campeonatos europeus (Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália e França). Considerei as alterações que foram feitas no onze inicial, mesmo que tenham sido forçadas por castigo ou lesão.


O mais comum foi fazer três ou quatro rotações. Houve também quem fizesse apenas uma (Leicester e Lyon) e o caso mais extremo foi o do Sevilha, que mudou oito jogadores. Assim, as alterações de Sporting (4) e Porto (5) parecem estar dentro do normal. Há, no entanto, que ter em conta uma diferença importante entre Portugal e os outros países que estou a considerar. Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália e França terão jogos a meio desta semana, o que acentua a necessidade de gerir o esforço dos jogadores. Em Portugal, só se volta a jogar no próximo fim de semana.

Ao contrário do que aconteceu com Sporting e Porto, a maior parte das equipas da Champions conseguiu bons resultados. Das 17 equipas que apresento no quadro, quase todas (13) venceram este fim de semana. Dessas, muitas até venceram por três golos ou mais. Foram os casos de Dortmund, PSG, Atlético, Barcelona, Man. City, Arsenal, M’gladbach, Monaco e Leicester. As únicas equipas da Champions que perderam nesta jornada dos principais campeonatos foram Juventus e Leverkusen, enquanto Lyon e Sevilha empataram os seus jogos.


domingo, 18 de setembro de 2016

Quem mais correu na Liga dos Campeões?

Depois da primeira jornada da Liga dos Campeões, Porto e Sporting entram hoje em ação, enquanto o Benfica recebe amanhã o Braga. Estas são sempre jornadas de risco para os grandes, devido ao desgaste acumulado nos jogos a meio da semana. No quadro abaixo, apresento as distâncias totais percorridas por cada equipa. (Pode clicar na imagem para aumentá-la)


O Sporting foi a equipa que mais correu, com alguma diferença para Benfica e Porto que estão bastante próximos um do outro. Por isso e também porque é inevitável que haja algum relaxamento ao passar do Bernabéu para o Estádio dos Arcos, parece-me que o Sporting é a equipa que corre mais riscos de perder pontos nesta jornada.

O Benfica acabou por ter alguma sorte com o calendário, porque terá mais dois dias de descanso que o Braga, que jogou na Liga Europa. Ainda assim, o jogo não será fácil e as muitas lesões no plantel dos encarnados não dão grande margem para fazer rotações ou refrescar a equipa.

No Sporting os jogadores que mais correram foram Bas Dost, William e Bryan Ruiz, no Benfica foram André Horta, Salvio e Guedes, enquanto no Porto foram Óliver, Danilo e André Silva. De resto, Óliver foi, de todos os jogadores em prova, o terceiro que mais correu (12449 m), tendo ficado apenas atrás de Jorginho do Nápoles (12754 m) e de... Bernardo Silva (12564 m). Claro que estes dados, isolados, não significam grande coisa. Basta lembrar que Messi só precisou de correr 7892 metros para fazer um hattrick frente ao Celtic.



É curioso também o facto de Sporting e Benfica terem corrido bastante mais do que os seus adversários (Real Madrid e Besiktas, respetivamente). Será que isso ajuda a explicar o  facto de ambos terem deixado escapar a vitória nos minutos finais?