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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Mais uma jornada europeia e a França cada vez mais longe

Portugal tem, nos últimos anos, ocupado a quinta posição no ranking de clubes da UEFA, o que nos permite ter dois clubes com entrada direta na fase de grupos da Liga dos Campeões e outra com acesso ao play-off.

Este ano, no entanto, é muito possível que sejamos ultrapassados por França e Rússia. Aliás, dado que a época 2011-12 já deixou de contar para o ranking (contam as últimas cinco), já iniciámos a época em sétimo lugar.

Por isso, é importante acompanhar os resultados não só das equipas nacionais, mas também das francesas e russas, tal como já tinha feito para a primeira e segunda jornadas. (Clique para ampliar)


Interessante e, muitas vezes, pouco claro é ver a forma como os resultados desportivos se refletem no coeficiente de cada país, como se pode ver abaixo.




Esta jornada até nem foi má para Portugal, com 2 vitórias e um empate, permitindo uma (pequena) aproximação à Rússia, mas, mesmo assim, França conseguiu distanciar-se ainda mais, com três vitórias e um empate.

Se é daqueles que não consegue torcer por um rival nem sequer nas competições europeias, pode, pelo menos, torcer contra as equipas francesas e russas.

Estou também no Facebook e Twitter.


Notas: O coeficiente é dado pela média dos pontos obtidos durante as últimas cinco temporadas.
Atribuição de pontos: 2 pontos por vitória, um por empate (nas pré-eliminatórias e play-off é metade). 4 pontos pela presença na fase de grupos da Champions e 4 por apuramento para os oitavos. Um ponto extra por cada fase que se passa depois (oitavos, quartos, meias, final) quer na Champions, quer na Liga Europa.
Os pontos são divididos pelo total de clubes que cada país apura. Os nossos pontos são a dividir por seis (tal como os de França). Os pontos da Rússia são divididos por 5.
Equipas portuguesas: Benfica, Sporting, Porto, Braga, Arouca (eliminado), Rio Ave (eliminado)
Equipas francesas: PSG, Lyon, Monaco, Nice, Saint-Étienne, Lille (eliminado)
Equipas russas: CSKA, Rostov, Zenit, Krasnodar, Spartak de Moscovo (eliminado)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Sporting e a sua (estranha) gestão de esforço

Foi ontem evidente que, na segunda parte, o Sporting baixou o ritmo de jogo a pensar na gestão de esforço para o próximo jogo.

Pressionou menos, deixou o adversário equilibrar a posse de bola e ainda apanhou uns sustos. Consultei os dados estatísticos do jogo para ver se se confirmavam estas ideias. Na generalidade, sim.  

Gestão do esforço frente ao Legia


Na segunda parte:
- O Sporting teve menos posse de bola : passou de 59% para 52%.
- Rematou muito menos: 11 remates na primeira parte, 4 na segunda.
- Pressionou menos, permitindo que o adversário melhorasse muito o acerto nos seus passes:  na primeira parte, o Legia acertou 75% dos passes, na segunda acertou 88%.

Mas há um dado surpreendente: o Sporting correu mais no segundo tempo do que no primeiro. Na primeira parte, correu 54,5 km e, na segunda, correu 58,1 km, o que é uma diferença considerável (7%).

A distância percorrida está longe de ser um indicador perfeito do esforço despendido. Na segunda parte, o Sporting correu mais, mas a um ritmo mais baixo e, portanto, com menos esforço. Mas, ainda assim, os números surpreenderam-me. Ao tentar gerir o esforço, o Sporting correu mais e, mesmo assim, não se pode dizer que tenha controlado perfeitamente a partida, porque podia ter sofrido um golo.

Para tentar perceber se estes números são normais, fui ver o que aconteceu noutros jogos em que o favorito tinha o resultado controlado ao intervalo.


Gestão do esforço: Juventus, Borussia, City

A Juventus, ontem, tal como o Sporting, vencia por 2-0 ao intervalo (em casa do Din. Zagreb). Os italianos também permitiram que o seu adversário melhorasse muito o acerto nos passes na segunda parte (de 77% para 86%), no entanto, subiram a percentagem de posse de bola (de 64% para 67%) e correram bastante menos. (52 km em vez de 55,9 km). É importante notar também que a Juve fez o 0-3 aos 57 minutos, o que deverá ter retirado qualquer esperança ao Zagreb.

Verifiquei também o Legia 0-6 Borussia Dortmund, da jornada passada. Aos 17 minutos, os alemães já venciam por 0-3 e, como esperado, tiveram de correr menos na segunda parte (51 km, em vez de 54,1 km).

Procurei outro jogo em que o resultado em intervalo fosse 2-0, mas que se mantivesse assim durante mais tempo, para ser mais comparável com o jogo do Sporting de ontem. O Manchester City, na jornada passada, vencia o Monchengladbach por 2-0 desde os 28 minutos e só chegou ao terceiro golo aos 77'. Também os ingleses conseguiram poupar-se na segunda parte: 58,9 km percorridos na primeira parte, 57 km na segunda.

Conclusão

Parece-me que o Sporting tem de aprender a gerir melhor o resultado. Talvez a opção deva passar por fazer essa gestão através da posse de bola, em vez de recuar e deixar que o adversário tenha mais iniciativa. É que, ontem, o Sporting não conseguiu ter o jogo totalmente controlado, nem conseguiu gerir o esforço tão bem como desejaria.

A atitude do adversário poderá também ajudar a explicar o que se passou. O Legia tinha um treinador novo e, por isso, os seus jogadores estariam, naturalmente, mais motivados, nunca tendo desistido do jogo. É que não foi só o Sporting que correu mais na segunda parte, claro. O Legia também correu mais e fez o dobro das faltas (5 na primeira, 11 na segunda), o que poderá ser um indicador de aumento de competitividade.