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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Não há margem de erro na Liga NOS ou Por que 7 pontos não são fáceis de recuperar

Paulo Teixeira, membro do Conselho Superior do FC Porto diz que "sete pontos são fáceis de recuperar".

Não são. O Benfica, em 11 jornadas, perdeu apenas 4 pontos. Extrapolando esses números para 34 jornadas, o Benfica perderia apenas mais oito ou nove pontos até final do campeonato.

Mesmo os cinco pontos que separam Sporting de Benfica não são nada fáceis de superar. E o Sporting pode alimentar mais esperanças porque tem ainda dois confrontos com o líder do campeonato, tendo por isso a possibilidade de recuperar seis pontos, sem depender de outros clubes. O Porto já só tem um jogo frente ao Benfica e é na Luz.

O campeonato português é, atualmente, o campeonato europeu onde os clubes têm menos margem de erro e onde é mais difícil recuperar uma desvantagem pontual.

Por exemplo, a Liga francesa é mais forte do que a portuguesa, no sentido em que o valor médio das equipas é mais alto. Mas, se o PSG jogasse na Liga Portuguesa, não teria sido campeão com 31 pontos de avanço, como foi no ano passado na Ligue 1. É que o Benfica só perdeu 14 pontos no campeonato e o Sporting só perdeu 16. Mesmo que o PSG vencesse todos os 34 jogos, não teria sido campeão tão confortavelmente como foi em França.

Uma forma interessante de olhar para a dificuldade de ser campeão num determinado país é ver o número de pontos perdidos pela equipa que ficou em segundo lugar. Quanto menos pontos perde o 2.º classificado, menos margem de erro tem quem quer ser campeão.


No campeonato português, o nível médio das equipas é mais baixo do que nos principais campeonatos da Europa, mas a margem para errar é mais baixa ainda. Na época passada, o Sporting de Jorge Jesus fez um excelente campeonato, atingindo (com diferença) a melhor pontuação de sempre no Sporting. Ainda assim, não chegou para ser campeão.

Sete pontos não são nada fáceis de recuperar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Rafael Leão, nova pérola de Alcochete? - Vídeo

A semana passada, após o anúncio da sua renovação, fiz um vídeo da exibição de Pedro Marques frente ao Benfica. Ao ver o jogo, acabei por reparar também na excelente exibição de Rafael Leão.



Leão, que jogou na ala direita, mostrou ser forte fisicamente (com 1,86 m), muito bom no um-para-um e com boa capacidade de remate. A tudo isto, junta-se ainda a capacidade de trabalho que demonstrou sem bola, com algumas boas recuperações (por vezes em falta).

Rafael Leão, que fez parte da seleção que venceu o Europeu de sub-17 (embora não fosse titular), tem 17 anos feitos em junho e a sua cláusula de rescisão é de 45 M €. Dado que o seu contrato termina em 2018, é natural que o Sporting tente prolongar esse vínculo brevemente.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Vídeo - Pedro Marques vs Benfica - Todas as intervenções do avançado que renovou com o Sporting

O Sporting anunciou recentemente a renovação de contrato com Pedro Marques até 2023, estabelecendo a cláusula de rescisão em 60 M de euros.

O avançado de 18 anos tem-se destacado na equipa de júniores do Sporting, por isso fiz um vídeo com todos os lances em que interveio (mesmo que não chegando a tocar na bola) na vitória frente ao Benfica, no Seixal, há duas semanas. (Se o vídeo não abrir logo clicando no botão Play, experimente clicar no lado direito do rato e, então, selecionar "Play". Este problema acontece-me com o Firefox. Com o IE funciona normalmente.)


Além da forma excelente como finalizou a única ocasião de golo que teve no jogo, Pedro Marques também mostrou por várias vezes ser capaz de receber de costas para a baliza e entregar num colega e de arrancar com a bola no pé se necessário. Chamou-me também a atenção o seu trabalho sem bola, sempre a pressionar os defesas, conseguindo mesmo recuperar / interceptar várias bolas. Vejam o vídeo e avaliem vocês mesmos.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Correria em Kiev (e nos outros campos da Champions)

Nas duas primeiras jornadas da Liga dos Campeões, o Sporting foi a equipa portuguesa que percorreu uma maior distância, com alguma diferença para Benfica e, sobretudo, Porto.

Talvez esse facto não esteja totalmente dissociado das duas escorregadelas dos leões no campeonato (frente a Rio Ave e Vitória) imediatamente após os confrontos europeus.

No entanto, nesta jornada da Liga dos Campeões, algo de estranho aconteceu. O Sporting correu  menos do que nas anteriores jornadas, mas a diferença não é muito significativa. A grande surpresa é a distância percorrida por Benfica e Dínamo de Kiev.

Até ontem, o recorde de distância percorrida numa partida desta fase de grupos da Champions pertencia ao Tottenham, com 118,873 km. Ontem, talvez motivados pelo frio, tanto Benfica como Dinamo, bateram esse recorde. Os encarnados percorreram 119,257 km e os ucranianos somaram 119,520 km.

Para já, a correria valeu três pontos e um passo importante para a qualificação do Benfica. Veremos se terá custos no próximo jogo do campeonato. (clique para ampliar)





Dados retirados do site da UEFA.


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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Proporção de minutos jogados por portugueses nos três grandes desde 2012-13.

A propósito de um estudo publicado pelo CIES - Observatório de Futebol sobre os minutos de utilização de jogadores nacionais nas principais ligas da Europa, fiz a mesma análise para os três grandes portugueses, há uns dias.

Agora, fui verificar como tem sido a evolução da percentagem de minutos jogados por portugueses nos três grandes, ao longo das últimas épocas.




O Sporting tem sido, com alguma diferença, o clube que utiliza mais portugueses e é curioso verificar que a época em que utilizou mais jogadores estrangeiros nos últimos anos foi também a pior época do clube em termos de resultados (2012-13).

Com a chegada de Jorge Jesus, a proporção de minutos dados a portugueses no campeonato reduziu-se um pouco comparando com a época de Marco Silva (2014-15), mas ficando acima da época de Leonardo Jardim, por exemplo.

Do outro lado da segunda circular, desde a entrada de Rui Vitória, o Benfica passou a utilizar mais portugueses no campeonato do que utilizava com JJ.

Eis os jogadores portugueses que completaram mais de 1000 minutos nos anteriores campeonatos:

Sporting

2012-13: Patrício (2700), Miguel Lopes (1184), Adrien (1159), Cédric (1157) e Joãozinho (1151).
2013-14: Patrício (2700), William (2533), Cédric (2520), Adrien (2458), A. Martins (1943) e Wilson Eduardo (1034).
2014-15: Patrício (2970), William (2443), P. Oliveira (2346), Nani (2291), Adrien (2266), João Mário (2111), Cédric (2029) e Mané (1346)
2015-16: Patrício (2999), João Mário (2715), Adrien (2328), William (2137), P. Oliveira (1565), J. Pereira (1508), Semedo (1208) e Gelson (1202)

Benfica

2012-13: -
2013-14: -
2014-15: Eliseu (2286), Pizzi (1289) e André Almeida (1200).
2015-16: Eliseu (2665), Pizzi (2283), A. Almeida (2266) e Renato (1905).

Porto

2012-13: Moutinho (2383) e Varela (1642).
2013-14: Varela (1836), Josué (1223) e Licá (1091).
2014-15: Quaresma (1828) e Rúben Neves (1199).
2015-16: Danilo (2505), André André (1879) e Rúben Neves (1190)


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Nota: todos os dados foram retirados de www.transfermarkt.com e incluem apenas jogos da primeira liga.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A utilização de jogadores portugueses e latino-americanos nos três grandes.

O CIES - Observatory of Football publicou hoje os tempos de utilização de jogadores nacionais nas principais ligas da Europa.

Como o CIES não acompanha a Liga Portuguesa, fiz as mesmas contas para os três grandes na Liga Portuguesa, utilizando dados do www.transfermarkt.com.

O Sporting é a equipa, de entre os três grandes, que dá mais minutos a jogadores portugueses. Aproximadamente 50% dos minutos de jogo foram feitos por jogadores portugueses. No Benfica, os minutos dos jogadores nacionais correspondem a 32% do tempo total de jogo e, no Porto, a proporção é de apenas 27%.

Por curiosidade, vi também quão "dependentes" os grandes estão de jogadores latino-americanos. No Porto, os jogadores latino americanos jogaram 44% do tempo, enquanto no Benfica jogaram 35% e, no Sporting 34%.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Marega e o aumento dos empréstimos em Portugal

Moussa Marega está a ser uma das principais figuras do campeonato. É o melhor marcador da Liga, com sete golos e ainda soma duas assistências, tendo, assim, participação direta em 75% dos golos do Vitória. Marega contribuiu decisivamente para todos os pontos que a equipa somou no campeonato. Marcou e assistiu na vitória por 2-0 ao Marítimo; na vitória frente ao Paços de Ferreira marcou dois e assistiu outro; marcou o único golo da sua equipa frente a Belenenses (1-1) e Moreirense (0-1) e, no sábado, contribuiu para o empate frente ao Sporting, com dois golos.

Pelo meio, o Porto venceu facilmente (3-0) o Vitória, que não pôde utilizar Marega por estar emprestado pelos dragões. Tudo isto, ao contrário do que se passava há uns anos, é legal. A regra que entrou em vigor no início da época passada permite isto mesmo e o Porto faz bem em aproveitá-la. Aliás, Benfica e Sporting fazem o mesmo, como é natural.

Comparei o número de emprestados que os grandes tinham espalhados pela primeira liga hoje com os que havia antes da mudança das regras. No início da época 2014-15, o Porto tinha cinco emprestados na Liga NOS (Quiñones, Kléber, Tozé, Sami e Sérgio Oliveira), o Benfica tinha um (Bruno Gaspar) e o Sporting não tinha nenhum. Hoje, o Porto tem 13 emprestados na primeira liga, o Benfica tem 7 e o Sporting tem 10. (clique para ampliar)

Emprestados de Benfica, Porto e Sporting na Liga Nos



O Porto tem jogadores em 7 clubes diferentes, o Benfica em 5 e o Sporting em 6. Estes números poderão vir a aumentar ainda mais nas próximas épocas, dado que, como se vê pelo caso Marega, esta é uma estratégia que pode dar resultados. É importante também lembrar que qualquer um dos três grandes tem ainda mais 15 ou 20 jogadores emprestados noutras ligas.

Dito isto, claro que ter jogadores emprestados a um clube não é garantia de nada. O Sporting, por exemplo, perdeu frente ao Rio Ave, apesar de a equipa de Vila do Conde ter sido impedida de utilizar Héldon. Mas claro que não é o mesmo defrontar o Rio Ave com ou sem Héldon ou defrontar o Vitória SC com ou sem Marega.
Nota: Todos os dados retirados de transfermarkt.com


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sábado, 1 de outubro de 2016

Formação e prospeção: os Golden Boys e os grandes portugueses

Foi, esta semana, divulgada a lista de 40 nomeados para o Golden Boy, o prémio equivalente à Bola de Ouro, mas para jogadores abaixo dos 21 anos.

Este ano, há quatro nomeados com ligação ao campeonato português: Gonçalo Guedes, Danilo Barbosa, Rúben Neves e Renato Sanches.

Por curiosidade, fiz o levantamento de todos os nomeados desde 2008. Olhando a lista de jogadores que foram nomeados enquanto jogavam em Portugal ou que o foram já depois de sair da nossa liga, percebe-se o que tem sido um dos grandes méritos de Benfica e Porto e uma falha do Sporting: a prospeção.

Nos últimos anos, o Benfica contratou 8 jogadores que, depois, receberam a nomeação para Golden Boy, enquanto o Porto contratou 7. O Sporting não contratou nenhum. (Nestas contas estou a incluir Óliver e Danilo Barbosa que chegaram apenas por empréstimo. E Danilo já tinha sido nomeado também em 2015, portanto nem é o melhor exemplo da excelente prospeção do Benfica).

Quanto à formação, Sporting e Benfica viram três dos produtos das suas escolas serem nomeados, enquanto no Porto apenas Rúben Neves foi nomeado.
 

Do quadro, há várias conclusões a tirar:
  • A prospeção tem sido um dos pontos fortes do Benfica e que tem rendido muito ao clube em termos desportivos e financeiros. Além dos que foram nomeados, exemplos da boa prospeção do Benfica são também Oblak, Lindelof ou Nélson Semedo.
  • Dier, Ilori e Bruma foram todos nomeados já depois de saírem do clube, o que mostra bem como o Sporting não tem sabido rentabilizar da melhor forma os jovens da formação. O caso mais evidente será o de CR7. Isso parece estar a mudar agora, como se viu no caso de João Mário ou de William que se mantém no clube.
  • Ser nomeado é sempre um bom indicador, mas não é garantia de nada. Os clubes portugueses não conseguiram retirar aquilo que se esperava de jogadores como Rodrigo Possebon, Sidnei, Nélson Oliveira, Atsu, Ola John, Quintero ou Iturbe. Por outro lado, jogadores como André Gomes, Bernardo Silva, João Mário ou William Carvalho não mereceram qualquer nomeação enquanto jovens promessas e hoje já são certezas do futebol português. Um caso curioso é o de Lewandowski. Em 2008, quando tinha 20 anos e jogava no Lech Poznan, não foi nomeado, apesar de entre os nomeados estarem avançados como Franco di Santo (Schalke), Bendtner (Nottingham Forest) e Levan Mchedlidez (Empoli)...

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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Com Jesus tem de se escolher entre Europa e Campeonato?

A derrota do Sporting frente ao Rio Ave fez com que muita gente lembrasse a fama que Jorge Jesus tem de não saber gerir bem as competições europeias com as nacionais e de que, com ele, tem de se escolher: ou campeonato, ou Europa.

O certo é que, logo após a primeira jornada da Liga dos Campeões, o Sporting caiu com estrondo em Vila do Conde e, na época passada, a seguir a receber o CSKA, também tinha escorregado, frente ao Paços de Ferreira, em Alvalade. Estes resultados parecem revelar alguma dificuldade de Jesus em gerir a equipa após os grandes confrontos europeus. Será mesmo assim?

Para responder à questão, fui ver o que acontecia ao Benfica de Jesus após jogos da Liga dos Campeões. Considerei apenas jogos da fase de grupos porque são mais fáceis de comparar de ano para ano em termos de dificuldade e de calendário.

Com o Benfica, Jesus participou cinco vezes na Liga dos Campeões, ou seja, fez 30 jogos na fase de grupos da competição. Nos 30 jogo imediatamente a seguir (tenha sido para o campeonato ou Taça), Jesus venceu 26 vezes, empatou duas e perdeu outras duas. As duas derrotas foram frente a Porto e Braga e os empates foram com  Braga e Académica, sempre fora de casa. Apenas o empate frente à Académica é um resultado inesperado. Perder no Dragão e perder ou empatar na Pedreira são resultados que estão dentro da normalidade, mesmo que não fossem após um jogo europeu. Assim, não parece que Jesus tenha particular dificuldade nos jogos imediatamente a seguir à Champions.

Aliás, nestes 30 jogos para competições nacionais, a média de pontos de Jesus foi de 2,66 (80 pontos em 30 jogos), melhor do que a média que o seu Benfica fez em qualquer um dos campeonatos, portanto, o Benfica de Jesus até fazia melhores resultados depois das noites europeias do que nos restantes jogos.

Deixo, abaixo, a tabela com todos os resultados de Jorge Jesus na fase de grupos da Liga dos Campeões. (Clique na imagem para ampliar)

Resultados de Jorge Jesus no Benfica a seguir a jogos da Liga dos Campeões

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Compras e Vendas: quem mais recebeu e quem mais gastou

O CIES - Football Observatory publicou hoje a lista dos clubes que mais dinheiro receberam de transferências*, desde 2010, e, sem surpresa, os clubes portugueses aparecem muito bem posicionados.

Benfica e Porto ocupam o 4.º e 5.º lugares, respetivamente, entre as equipas que mais faturaram., enquanto o Sporting surge em 33.º lugar. Fora das cinco principais ligas (Espannha, Alemanha, Inglaterra, Itália e França), Benfica e Porto são líderes destacadíssimos em vendas, e o Sporting surge em 4.º lugar, atrás do Ajax. (Clique na imagem para ampliar)


 Juntando esta lista à da semana passada, que mostrava os 20 maiores gastadores desde 2010, é possível ver quais são os clubes que têm um saldo mais negativo entre compras e vendas.


Curiosidades
 
Os piores gastadores
Destaque pela negativa para Milan e Inter que, mesmo com todo o dinheiro que investiram, têm uma equipa bastante menos competitiva do que em 2010.
Liverpool e Arsenal também não mostram grandes melhorias, mas aí é preciso lembrar que têm na sua liga três dos maiores gastadores: Man. City, Man. United e Chelsea, portanto, mesmo que Liverpool e Arsenal tenham melhorado desde 2010, os rivais terão obrigação de ter melhorado mais ainda.


Barcelona e Real Madrid
Barcelona tem um saldo bastante mais negativo do que o do Real Madrid, o que contraria a ideia que temos dos dois clubes. O Barça é visto como um clube que aproveita muito melhor a sua formação, enquanto o Real é o clube das contratações galáticas. Pelos vistos, isso inverteu-se desde 2010 (e, pelo meio, o Barcelona esteve uma época proibido de inscrever jogadores!).


Nota: os valores de vendas incluem apenas vendas para as cinco principais ligas europeias (Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália e França). As transferências para outras países não costumam ser muito significativas, pelo que, o quadro apresenta uma boa aproximação da realidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Champions: O sorteio do Benfica (e do Pote 1)

Com a Liga dos Campeões prestes a começar, decidi analisar a sorte (ou azar) de cada um dos três grandes no sorteio.

É difícil comparar a sorte de equipas que estavam em potes diferentes. Por exemplo, já seria de esperar que o Sporting tivesse um grupo mais complicado que Benfica e Porto, simplesmente porque estava no Pote 3. Assim, vou analisar separadamente a sorte das equipas de cada pote. Comecemos pelo primeiro pote, onde estava o Benfica.

Para determinar a dificuldade de cada grupo, baseei-me no coeficiente de cada clube. O coeficiente nem sempre representa bem a qualidade dos clubes (Monaco e Leicester, por exemplo, têm um coeficiente demasiado baixo para a qualidade das suas equipas), mas em geral é uma boa aproximação. Comparei o coeficiente de cada clube com a odd que a Betclic atribuía para a vitória na competição (antes do sorteio) e a correlação é muito alta: 0,8.

Somando os coeficientes dos três adversários que cada equipa terá de enfrentar na fase de grupos, chegamos aos seguintes resultados:


Quanto maior o valor da soma, maior a dificuldade que se irá enfrentar. Assim, conclui-se que o PSG tem o grupo mais difícil e o Leicester o mais fácil. Não se pode dizer que o Benfica tenha tido muita sorte nem muitob azar.

Mas, dado que para passar à fase seguinte basta ficar num dos dois primeiros lugares do grupo, é interessante analisar quem terá essa tarefa mais facilitada. Para isso, somei apenas o coeficiente das duas equipas mais fracas de cada grupo:

 Assim, conclui-se que o Benfica está no terceiro grupo mais difícil de passar (da perspetiva dos clubes do Pote 1), tendo de superar Din. Kiev e Besiktas. O Leicester é o que tem tarefa mais fácil, basta ficar à frente de Club Brugge e Copenhaga.

A partir de amanhã, veremos se a sorte e o azar se confirmam dentro de campo. E claro que, dentro do Pote 1, até o mais azarado continua a ser favorito a passar.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Benfica e Porto favoritos na liga mais equilibrada da Europa

Fui espreitar qual o grau de favoritismo que as casas de apostas* atribuem aos três grandes na luta pelo título.


Curiosamente, apesar de muitos adeptos considerarem que o Porto, este ano, parte atrás de Benfica e Sporting, não é essa a "opinião" da Betfair. Benfica e Porto surgem com igual nível de favoritismo, com o Sporting como terceiro favorito, ainda que muito perto dos outros dois.
E estas são as odds à terceira jornada, já depois de o Sporting se ter isolado na frente do campeonato. 

Espreitei também os favoritos dos outros principais campeonatos europeus.


Comparando o campeonato português com os restantes, vemos que o nosso é o único em que há três candidatos com praticamente as mesmas hipóteses de serem campeões.

Nos campeonatos alemão, italiano e francês já todos sabem quem vai ser o campeão. Espanha tem apenas dois candidatos, com o Barcelona bem melhor posicionado que o Real; Inglaterra tem vários candidatos, mas o Manchester City é mais favorito a ser campeão, do que qualquer dos grandes em Portugal. Na Holanda, o PSV é claramente favorito, embora Ajax e Feyenoord também sejam candidatos.

Na Bélgica, a incerteza quanto a quem será o campeão é quase tão grande como em Portugal, mas a luta espera-se que seja a dois, entre Anderlecht e Club Brugge. Finalmente, a Turquia é o único campeonato que, à semelhança de Portugal, tem três grandes favoritos. Ainda assim, o equilíbrio entre Benfica, Porto e Sporting é ainda maior do que entre Besiktas, Fenerbahçe e Galatasaray.


E, tendo dito tudo isto, pode sempre aparecer um Leicester por aí...


* Todas as odds aqui referidas são da Betfair "espanhola", de dia 9 de setembro de manhã.